Lasanha de peito de perú, lasanha de amor!

Em primeiro lugar, eu sei que mereço 100 chibatadas pelo silêncio, perdão.
No outro dia, dia de futebol do homem, liguei-lhe a perguntar o que queria comer – já sabendo a resposta, nem sei porque é que ainda pergunto – e ouvi o habitual “CREME!”. Fui à deli no Polana Shopping e até estava disposta a buscar ingredientes pra lhe fazer um mas, aquele lugar tem taaaantas coisas inspiradoras à volta que de repente me bateu uma vontade de comer lasanha!
Isso é muito raro, deixem-me dizer, porque normalmente não curto massas à noite, sinto-me sempre muito pesada depois. E esse sempre foi o meu problema com a lasanha em geral, por muito saborosa que seja sempre senti como um prato muito heavy. Então pensei – na verdade acho que o meu olho pescou assim pelo cantinho o balcão de carnes frias – e se fosse uma lasanha de fiambre (presunto, brasileiros queridos!) de peito de perú?
A coisa saiu do controle quando a Ester me mostrou uma massa para lasanha que eles vendem fresca, em vez da habitual processada, seca, e disse maravilhas dela, virou desafio! Enquanto rodava naqueles poucos metros quadrados como se fosse um shopping infinito, meus olhos cruzaram-se com um frasco de molho de tomate fresco com ervas, de uma marca italiana que se tratando de mim, claro que não lembro qual é; a verdade é que normalmente eu faço meu molho em casa, com louro, basílico e afins, mas fiquei tão curiosa sobre esse que não resisti! Mas tirei foto! Da massa e do molho de tomate, então vou fazer um post mais logo p’ra mostrar, infelizmente não as tenho aqui agora…
E assim nasceu a minha lasanha de peito de perú – fiz uma mini porque era só pra nós dois, mas in the end não era tão mini assim e deu pra três comerem e repetirem!

Ingredientes

1 embalagem (250g) de massa fresca para lasanha
1 frasco de molho de tomate (ou molho de tomate feitinho em casa), a quantidade é ao gosto
1 litro de molho branco
1 pacote (200g) de cogumelos frescos, cortados em lâminas
½ cebola picada
2 ou 3 dentes de alho, picados
1 colher de sopa de folhas de basílico picadas
300 g de fiambre de peito de perú (eu gosto do cozido e não do defumado)
200 g de queijo emmenthal
100 g de queijo grana padano
O primeiro passo é fazer o molho, receita no post de mais logo, prometo!
Ou querem agora? Agora? Vá lá, fazer biquinho é sacanagem!
Ok…

Ingredientes para o molho branco:

1 litro de leite morno
4 colheres de farinha de trigo
4 colheres de manteiga
Sal, pimenta e noz moscada ao gosto
Tenho a informar que o processo de preparação do molho demanda digamos, força de vontade braçal, então chame alguém pra conversar assim como quem não quer a coisa e quando estiver cansada(o) é só mandar aquela conversinha de “mexe pra mim? vou ali buscar a pimenta” hahahaha!
Adiante, procedimento é simples:
1. Derreta a manteiga num tacho e quando estiver líquida adicione a farinha, mexendo para que a manteiga a incorpore toda e fique uma pastinha homogénea;

2. Vá adicionando o leite aos bocadinhos e mexendo com vigor, vontade, perseverança, ENERGIA minha gente! Tou a exagerar, mas é preciso algum vigor sim porque vão reparar que assim que o leite entrar em cena, a pastinha vai ter tendência a endurecer e a granular, então mexa continuamente de modo a que a farinha não forme bolinhas até ao ponto em que estiver cremoso e branquinho. Quando chegar a este ponto pode reduzir a energia e mexer apenas para ir misturando o leite.

3. Depois que todo o leite estiver no tacho, continue mexendo por mais ou menos 5 minutos, só pra ele engrossar mais um pouquinho e ficar mais cremosinho. Deves ter um molho sedoso e cremoso a esta altura. Tempera com sal, pimenta e noz moscada e tcharam! De vez em quando adiciono uma salsinha ou mozzarella, fica bom também! 🙂

Molho branco pronto, é hora de saltear os cogumelos.
Um fio de azeite numa frigideira em lume baixo, refoga-se um pouco a cebola, o alho e o basílico, por uns 3 minutinhos e adicionam-se os cogumelos, mexendo-os na frigideira e revirando-os continuamente durante mais ou menos 3 minutos também.
Molho branco e cogumelos felizes e cheirosos, é só preparar uma travessa pequena. Eu unto normalmente com um pouquinho com azeite, mas não é mandatório. Depois monto na seguinte ordem: folhas de massa, molho de tomate, cogumelos, fiambre de peito de peru, queijo emmental molho branco. Normalmente, antes da primeira camada de massa ponho uma leva de molho de tomate, só pra manter a massa húmida 🙂 na última, troco a ordem e ponho o queijo depois do molho branco, polvinho com o grana padano ralado p’ra dar uma gratinada supimpa!
Vai por 20-25 minutos (depende das instruções da massa) ao forno a 180 graus (pré-aquecido gente!) e delícia pronta! 🙂
A única coisa que faltou dizer, é que nesse dia, justamente no momento em que eu ia abrir o forno e enfiar lá para dentro a travessa… houve um apagão como há muito tempo não se via na história de Maputo. Um breu de meter medo a um pedaço de carvão. Gentes, vieram-me lágrimas revirei aos olhos e mandei um carinhoso “vá tomar no fiofó” nem sei bem a quem!
Mas ultrapassada esta afronta, 2 dias depois pu-la no forno e estava ma-ra-vi-lho-sa, melhor do que antecipei! 🙂
Experimentem lá e digam como correu!

Processed with VSCOcam with c1 preset

Processed with VSCOcam with c1 preset

Processed with VSCOcam with c1 preset

Advertisements

Vichyssoise, prazer!

Processed with VSCOcam with c1 preset

Toda vez que eu vou fazer este creme não consigo evitar e perguntar: como podem 3 ingredientes tão simples, combinados (com mais algumas coisinhas claro) resultar em um conjunto de sabores tão explosivo?

Ontem recebi um telefonema do Homem, todo manhoso porque teve um dia de cão e quando perguntei “o que queres p’ro jantar?” – embora já imaginasse a resposta – ele respondeu “creme… tou com saudades!”. Sempre que ele diz isso, sei que se refere à sopa creme Vichyssoise (enrole a língua, faça um biquinho bem francês e leia “vichissuase”! hahahaha).

Esta sopa é uma receita tradicional da França e na verdade ela é também conhecida como uma sopa fria – sim, de comer fria – mas pode ser comida quente também, é deliciosa do mesmo jeito! É toda cremosinha e com uns sabores bem delicados mas ao mesmo tempo, intensos! E o melhor de tudo, muuuuito simples e rápida de fazer!

Os três ingredientes principais são esses da foto, mas sem os outros membros da equipa não seria a mesma coisa. A receita que utilizo é a seguinte:

Dose para 4 pessoas (civilizadas, que não repetem 3 vezes o prato como uns e outros que conheço hahaha!)

  • 4 talos de alho francês (poró/leeks) – só a parte branca, em tirinhas
  • 1 cebola grande picada
  • 4 batatas médias cortadas aos cubos
  • 2 cubos de caldo de galinha
  • Água quente (uns 750 ml, varia um pouco, já vão entender)
  • 250 ml de natas (creme de leite)
  • 3 colheres de azeite extra virgem (ou 2 colheres de manteiga)
  • pimenta e noz moscada, a gosto

Procedimento mais simples do mundo, não tem como errar:

Começa por refogar a cebola e o alho francês no azeite ou na manteiga, até começarem a ficar translúcidos.

Depois, junta a batata, os cubos de caldo de galinha e adiciona água quente – enche a panela até cobrir a batata e um pouco mais. Deixa cozinhar até a batata ficar cozida e macia (leva por aí uns 25 – 30 minutos) – se a água estiver acabando antes de a batata estar bem cozida, é só adicionar mais água.

Quando a batata estiver cozida, desliga o fogo, deixa arrefecer 5 minutitos. Logo que passar o tempinho, retira todo o conteúdo da panela e transfere para um liquidificador – se não tiver liquidificador, pode usar a varinha mágica directo na panela – e transforma em puré, batendo por cerca de 1 minuto.

Devolve toda a sopa pra panela, em lume baixo, adiciona as natas e mistura, delicadamente.

E pronto, quase pronto, é só temperar com pimenta preta e noz moscada – eu prefiro ralar na hora, dá um aroma e sabor mais intenso, mais fresco. “Só” é como quem diz, porque estes dois últimos toques fazem toda a diferença, são im-pres-cin-dí-veis, juro que sem eles não é a mesma coisa, não deixem eles fora da festa! Deu pra compreender a minha aflição? Hahahahahaha!

E voilà!
Podem vir me agradecer depois porque depois desta sopa, a vossa vida nunca mais vai ser a mesma – sentiu o drama?

Essa é a de ontem:PhotoGrid_1413986810126

Geralmente, pico um pouco de salsa e polvilho no topo, mas o Homem tava impaciente então resolvi ter amor ao meu pescocinho! Mas experimentem, fica muito bom também! E uma tacinha de vinho branco vai vos fazer muito feliz =)

Fui.

| Risotto da Sorte. |

Chamei-lhe da sorte porque dependi completamente da sorte para ditar os ingredientes que usaria.

Cheguei a casa, varada de fome e a minha Palmirinha tinha percebido que eu não ia almoçar a casa. Pessoas, eu com fome sou uma selvagem. Intratável. Saltou-me a tampa. Mas feliz ou infelizmente, cozinhar também me acalma nos momentos de, digamos, tensão exacerbada. Comecei cozinhando batendo portas de armário, frigideiras no fogão, praguejando contra a geladeira. E já a meio estava mansinha… que nem um tigre enjaulado! Hahahaha. Mentira.

Provavelmente por causa do surto, não me apetecia nada. Massa, não. Farinhas, não. Batata, não. Arroz, não. Pera… que arroz? Basmati, não. Integral selvagem, demora horrores, não! Risotto, bem… dá um pouquinho de trabalho mas é tão cremoso, tão fofo, sim!

Abri a geladeira, vi o sagrado bacon e tudo se iluminou. Como sou uma pessoa boa, fiz uma dose para dois, contando com o meu enchedor de saco e irmão mais novo, Hugo.

Agora, pessoas, não se zanguem mas fiz tudo meio que a olho, então vou tentar lembrar-me o melhor possível das quantidades dos ingredientes.

Risotto com Bacon.

Ingredientes:

½ xícara de arroz arbóreo
5 fatias de bacon
½ cebola picada
1½ de basílico em pedacinhos
½ talo de aipo em pedacinhos
1 talo de alho francês (poró, leeks, o que preferirem)
2 dentes de alho em pedaços
2 colheres de sopa de óleo de côco
150 ml de natas
Sal, pimenta e noz-moscada a gosto
Coentro fresco picado a gosto

  • Numa frigeira – funda de preferência; se não, num tacho médio – fritar as tiras de bacon. eu gosto delas crocantes, então deixo tostar um pouco, mas aí já depende do gosto de cada um (frita o bacon sem óleo mesmo porque ele já solta gordurinha suficiente para dar conta do próprio recado. Bacon é tudo de bom, é até auto-suficiente! hahaha).
  • Em seguida, começa a ginástica. Fazer um risotto só tem esta parte de chata, é que o arroz tem que ser cozinhado sempre mexendo. Eu fervi cerca de 300 ml de água e pus ao alcance da minha mão, porque a água vai sendo acrescentada aos poucos. Então, junta o arroz ao refogado, frita por cerca de um minuto sempre mexendo, acrescenta água suficiente para cobrir o arroz e continua mexendo. Sempre que a água acabar, acrescenta-se mais um pouco e vai repetindo o processo até que o arroz esteja cozido – ele vai ficar assim meio translúcido à medida que cozinha. Demora cerca de 10/15 minutos a ficar no ponto. Na dúvida, prova! Hahahaha!
  • Retira o bacon, corta em pequenos pedaços e reserva à parte. Na mesma frigideira em que se fritou o bacon, põe o óleo de côco e junta a cebola, o basílico, o aipo, o alho francê e o alho e refoga em modo stir fry, sempre mexendo, especialmente para não deixar queimar o alho. Faz isto por uns 5 minutos. Vai se soltar um aroma divino que faz lembrar cozinha tailandesa! 🙂
  • Quando o arroz estiver pronto, junta o bacon e em seguida as natas. Vai mexendo até ficar na espessura desejada, mais ou menos líquido – eu gosto dele mais molhadinho.
  • Depois pronto, é só temperar com sal, pimenta e nóz moscada – que eu gosto de ralar na hora – salpica o coentro e pronto, habemus almoço!

Simples, rápido, delícia! 🙂

Processed with VSCOcam with g3 preset

Processed with VSCOcam with g3 presetP.S. Ah sim, eu sou a louca do coentro (também), prazer!